A Religião do Capital

A Religião do Capital

 Priscila da Silva Duarte, Andreia Campesi, David Silva da Luz e Maicon de Lima Soares

Artigo apresentado no dia 22/10/2011 no VI Seminário Nacional Religião e Sociedade: O Espaço do Sagrado no século XXI-NUPPER-UFPR, Tema 4- Religião e Educação

Com a globalização foi requerida das organizações de ensino público uma adequação de seus planos de curso às tendências de mercado, tanto para capacitarem “melhor” os alunos às exigências do empresariado quanto para inserirem uma maior quantidade destes nas salas de aula. Desse modo, visando disputarem os financiamentos governamentais em decorrência desta “produtividade científica”, as tais organizações vêm desenvolvendo práticas sociais, que com o propósito de modernizar e racionalizar as atividades, preparam os alunos para o mercado de trabalho, porém desconsideram os princípios religiosos que estes possuem, uma vez que sob a lógica capitalista, a flexibilidade do trabalho assim como do trabalhador se torna primordial para aumento da competitividade. Desse modo, este estudo analisou como as organizações de ensino público adequam os seus planos de curso às tendências de mercado. Além disso, se propôs a verificar como a questão do pluralismo religioso tem sido abordada pelos professores em sala de aula e identificou também como a religião pode impactar na inserção do aluno no mercado de trabalho, pois este estudo possuiu como justificativa o fato que em vista da industrialização foi inserido nas pessoas que interagem com as organizações de ensino, um processo crescente de individualização, o que repercute para toda a sociedade. Para tanto, foi feita a análise dos planos de curso de 2 cursos da área de gestão , além de entrevistas semi-estruturadas com 3 professores de diversas religiões que dão aula nestes cursos, 3 alunos  adventistas e  3 profissionais da área de recrutamento e seleção externos a organização estudada. Logo, pode-se compreender através das análises de conteúdo e do discurso que o Estado, valoriza uma lógica utilitarista de mercado, o que é representado pela observação dos planos de curso da organização estudada. Nesta organização de ensino público há uma expressiva desconsideração sobre a religião das minorias, ao serem disseminadas práticas sociais que almejam promover acima de tudo, maior acúmulo de capital. Com suas as políticas adotadas determinados grupos de interesses são favorecidos, gerando trabalhadores submissos independentemente da religião professada por eles, tendo em vista que esta é desconsiderada pelo capitalista.

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